Lucas Nobre - procurando novos horizontes
Quinta-feira, 30 de Dezembro, 2004

Hello Dolly!

Olá pessoal!

Gente, preciso escrever rápido porque estou por viajar. Vou pra fronteira agora. 

Aqui na nossa casa em Santa Maria, está quase tudo praticamente encaixotado e desmontado. Está quase tudo pronto para a mudança de residência fixa da Nobreza toda.

As férias da TV estão acabando... snif!

Passo os dias sem fazer absolutamente nada. Mais pareço um porco em confinamento: como e durmo apenas.

Tchê, tô sentindo uma falta desgraçada da academia. O Nobre sedentário agora está sentindo falta de exercícios físicos!

Outra coisa boa, e que até parece que foi combinado, foi a folga quem me deram no Magazine, da Gazeta do Sul. No lugar do Horário Nobre, eles vão publicar parte das matérias da TV Press com os melhores e piores do ano.

Era isso pessoal.

Eu e a Dolly (bééééé!) desejamos a todos um Feliz Ano Novo e que 2005 seja repleto daquele monte de coisas melosas e verdadeiras que todo mundo deseja um para o outro cada vez que essa época chega, mas que ninguém recebe sequer a metade! Jajaja!

Um abraço, um beijo e um queijo do

Nobrezito

postado por Lucas Nobre - 30/12/2004 as 06:49 - Comentários ()
Sábado, 25 de Dezembro, 2004

Caros visitantes deste blog,

Como é Natal, mandei a Dolly ir visitar seus parentes na Escócia, lá perto das terras altas mostradas naquele castelinho infame de um comercial de peru, daquele tipo que só é veiculada nessa época do ano.

Não sei se ela chegará a ler esta mensagem, mas mesmo assim, não vou conseguir resistir:

Hello Doooooooooooooooooolly!

***

Confira agora no blog da coluna Horário Nobre o que pensa o Nobre racional e o que pensa o Nobre passional.

***

NOBRE RACIONAL: Mesmo com o coração ainda ferido com o mosntruoso bolo que levei na noite de quinta-feira, quero que saibam que eu adoraria que neste 25 de dezembro todo mundo estivesse tranquilo e sereno que nem baile de moreno até a meia-noite e com paz no coração e sem ódio de ninguém. Afinal, é Natal!

NOBRE PASSIONAL: Eu odeio a pessoa que me deu bolo nas quinta!

***

NOBRE RACIONAL: Natal é época de reflexão, paz, harmonia e que devemos amar o próximo. Devemos perdoar todos aqueles (e aquelas) que estejam a nossa volta, desconsiderando tudo o que ela fez no passado para que possamos entrar no clima natalino. Perdoar, eis a palavra chave.

NOBRE PASSIONAL: Perdoar a pessoa que me deu bolo na quinta, uma vez que ela me jurou de pé junto que não ia faltar e que ligaria qualquer coisa só pelo simples fato de entrar no clima natalino??? Fala sério!!!

***

NOBRE RACIONAL: Natal, 25 de dezembro. Ocasião em que devemos lembrar  comemoração do menino Jesus. Aquele que renunciou a vida para nos salvar.

NOBRE PASSIONAL: Natal é para recordar a palavra nascimento? Antes que eu diga que aquela pessoa não deveria ter sequer nascido, digo que prefiro a Páscoa. Pois esta lembra morte e sacrifício. Claro que eu não quero que ela seja crucificada, bem capaz! Tem até um dos dez mandamentos que é "Não matarás!". Mas vamos ser sinceros, a essa altura do campeonato, ela bem que poderia passar pelo calvário que eu e Cristo passamos, né?

***

Creio que todo mundo tem esse lado do EU PASSIONAL com o EU RACIONAL. Eu lembro de ter lido algo do gênero em Sociologia, mas que agora não me lembro mais mesmo. 

Ô minha cara "aquela pessoa", ainda há tempo de reverter essa situação. Não sou japonês, mas minha paciência é de oriental. E minha compreensão é aquela que você já teve a oportunidade de conhecer.

***

Acho que faz mais ou menos uma hora que voltamos da ceia de Natal da casa de uma vizinha nossa aqui em Santa Maria. Aliás, o último da nossa condição de moradores da cidade. Vou pra fronteira passar o Reveillon, visitar minha afilhada que estou morrendo de saudades, a Taininha. Depois volto para Santa Cruz do Sul para tirar minhas coisas lá da casa onde ainda moro para colocar no apê novo.

***

Agora, com relação às viagens, pelo amor de Deus. Fiquei extremamente surpreso com o atraso e o despreparo de uma empresa de ônibus que faz transporte de ônibus intermunicipais e que leva o nome da cidade onde fica localizada a Unisc na razão social da firma. Tinha gente saltando pela janela, o pessoal se espremendo naquele calorão, todos querendo ver suas famílias para passar o Natal... O ônibus chegou em Santa Maria com mais de meia-hora de atraso. Por mim, não dá nada, mas epara aqueles que tinham ônibus logo que chegassem na cidade universitária? Quatro se encontraram nesse caso. Será  que elas conseguiram passar o Natal com seus parentes?

Por que a empresa de ônibus manda veículos decentes para Porto Alegre e uns cacos véios baguais para a maioria das cidades que são obrigadas a passar pelo trevo de Vera Cruz? 

Como diria a Gisela (Ângela Vieira) de Senhora do Destino, "Mas que situação, hein dona Santa Cruz!"

***  

Com relação à coluna deste findi, não sei se a minha idéia de escrever uma carta ao Papai Noel "vingou". Leiam e depois me digam o que acharam, ok?

***

HORÁRIO NOBRE

Desaforos natalinos

Lucas Nobre

 

Querido Papai Noel,

Antes de continuar a ler essas linhas, tome um copo d’água, sente na sua confortável poltrona e respire fundo porque a carta de pedidos do Nobre neste ano é um tanto diferente. A começar que eu preciso desabafar, mas são coisas tão pessoais que peço pelo amor de Deus, não conte nada do que eu disser aqui para ninguém. Senão posso ser mais chicoteado que as suas renas em noite de Natal. Ou o senhor acha que eu acredito que é só dar um “ho ho ho” que elas ficam alegremente puxando o seu trenó?

Ao contrário de muitas cartinhas que o senhor tem recebido, eu admito e dou a mão à palmatória que falei mal dos outros sim, mas só daqueles que mereciam. Modéstia à parte, já se esqueceu que se não fosse o Nobre, eu seria o único da região de Santa Cruz do Sul a dizer para todo mundo que a Maria-Clara-Diniz (Malu Mader), de Celebridade, era um porre? Ou que apontei que o grau de insuportabilidade da Letícia (Juliana Didone), da Malhação, está chegando a níveis insuportáveis? E que alertei os leitores do Horário Nobre para as falhas cronológicas de Senhora do Destino, que hoje está “fe-lo-me-nal”, muito antes da concorrência?

Caro bom velhinho, mesmo não acreditando mais em você desde que flagrei um homem fazendo se passar pelo senhor naqueles meus maravilhosos Natais de infância, me presto a escrever uma carta pedindo um grande presente. É que o meu trabalho exigiu que eu olhasse muita televisão nos últimos treze meses. Telenovelas, então... nossa! O ano de 2004 até que atingiu um nível aceitável na televisão aberta no Brasil. Entretanto, está longe de ser considerado satisfatória.

Claro que seria perda de tempo eu pedir que os programas eduquem mais, pois sabe que a única coisa que acredito que pode educar as crianças são os pais. Peço também que em 2005 você dê mais criatividade e fôlego para os produtores nacionais, já que televisão, muitas vezes, é a única forma de entretenimento para a maioria dos brasileiros. Peço e imploro de joelhos que atenda ao meu pedido. Pois mesmo que eu não acredite no senhor, nunca tive coragem de olhar no olho de uma criança e dizer na cara dela que você não existe.

Tenho direito a mais um pedido, meu caro? Então peço que propicie um ótimo 25 de dezembro para minha família e para todos os meus leitores. Quanto aos desaforos desta carta... ah, esquece: é Natal! Despeço-me “nobremente”.

Lucas Nobre 

postado por Lucas Nobre - 25/12/2004 as 06:40 - Comentários ()
Sábado, 18 de Dezembro, 2004

 Olá pessoal!

Hello Dolly!

Pois é, desde quarta-feira estou de férias. Eu poderia ter passado com notas bem melhores em cadeiras como Radiojornalismo e Jornalismo On Line se eu tivesse me puxado mais. Mas passei, né, agora posso descansar desse ano que foi altamente estressante e cheio de responsabilidades.

Nessa semana fiz um levantamento sobre a hitória da Rede Record e da TV Pampa, que hoje é quem veicula a programação da emissora paulista na região do Vale do Rio Pardo.

Recomendo para quem quiser saber rápido e rasteiro a história da emissora, que o façam pelo próprio site www.rederecord.com.br . Se vocês escreverem apenas record na barra de endereços, vão cair na página da EDITORA Record, e não da TV.

Agora vou ficar completamente envolvido com a mudança da minha família para Santa Cruz do Sul. Já tenho que tomar as primeiras providências nessa semana.

Terça-feira vamos gravar um especial com uma retrospectiva da Unisc TV, que vai ser veiculado no Natal e no Ano Novo.

Ah, ontem eu a Julia Sizinando fizemos uma entrevista bem no estilo "Bom Dia Brasil" com o reitor da Unisc, Luis Augusto Costa A Campis. Ficou tri-lêga. Quem perdeu, ainda pode conferir nas reprises da Unisc TV, canal 15 da Net.

Nessa foto, eu e ela estávamos apresentando um telejornal, faz tempo isso. Foi uma coincidência tremenda a gente estar com roupas que deixaram a impressão para o telespectador de que érmos um par de vasos, e não de âncoras sérios de um telejornal... jajaja!

Por falar em Julia, recado para ela: Brigadu pelo "Te liga!". Jajaja!

Abraços, beijos, queijos e muitos filhos para todo mundo

Nobrezito

HORÁRIO NOBRE

Devagar e sempre

Lucas Nobre

Fundada no dia 27 de setembro de 1953, a TV Record marcou seus primeiros anos de atividades ao tomar iniciativas pioneiras nas coberturas esportivas. O auge veio na década de sessenta, assim que a emissora resolveu dar atenção à Música Popular Brasileira. Foram lançados nada mais e nada menos que os programas O Fino da Bossa, com Elis Regina e Jair Rodrigues, e Jovem Guarda, que dispensa comentários.

Os anos setenta e oitenta não foram de glórias para a emissora, até que no dia 9 de novembro de 1989, o bispo Edir Macedo, da Igreja Universal do Reino de Deus, a mesma de Sérgio Von Helder – aquele que chutou e soqueou uma imagem de Nossa Senhora Aparecida –, passa a ser o dono da emissora e a situação começa a mudar. Lógico que houve uma invasão de programas religiosos, que hoje estão em número bem reduzido. A maioria desses se dispersou para a Rede Mulher e para a Rede Família, do mesmo dono.

A Record está há mais de cinqüenta anos no ar, mas na nossa região ela está com sinal aberto há pouco mais de treze meses, quando a TV Pampa de Santa Maria deixou de exibir as “inteligentes”, “construtivas” e “educativas” atrações do SBT. O Pampa Meio-Dia e o Pampa Boa Noite são produzidos pela emissora da Cidade Universitária. Comandados por Airton do Amaral Leal, os telejornais dão prioridade para assuntos ligados aos problemas da comunidade, principalmente a santa-mariense, já que o espaço reservado para Santa Cruz do Sul são de quatro minutos no almoço e de seis no início da noite.

A entrada de reportagens da jornalista Larissa Moritzen, que acontece desde abril deste ano, desfaz a impressão de que estamos em Santa Maria ao ligarmos a televisão nesses horários. Eles devem estar adotando a estratégia do “devagar e sempre” para conquistar o público da região do Vale do Rio Pardo, já que um novo programa dominical, inteiramente produzido em Santa Cruz do Sul, estreará no mês que vem.

O contrário acontece na emissora de Macedo. Agora que a Record estava lançando programas de bom nível, como Tudo a Ver, Domingo Espetacular, Raízes do Campo, A Escrava Isaura e O Aprendiz, eles trocaram o meloso slogan “Aqui, o espetáculo é a vida”, para o antipático “A caminho da liderança”.

Vencer o SBT e conquistar o segundo lugar no Ibope até que lá vai, mas cumprir a meta do slogan e retomar o lugar que um dia já foi dela nos anos sessenta... prefiro definir o que eu acho com aquele velho lugar-comum de que isso é “dar um passo maior que as pernas”. É bom que eles se puxem na hora de elaborar essas estratégias tanto quanto trabalharam na hora de escolher as palavras de “Rumo à liderança”. Senão, essa poderá vir a se tornar uma futura chacota no meio televisivo.

SUGESTÕES, CRÍTICAS E COMENTÁRIOS? SIMPLES, CLIQUE EM COMENTÁRIO E MANDA BALA!

postado por Lucas Nobre - 18/12/2004 as 13:57 - Comentários ()
Domingo, 12 de Dezembro, 2004

Dae...

Hoje não tem "Hello Dolly!" e nem "Olá" privilegiado para ninguém. Hehehe!

Bah, mas é tri-ruim ser péssimo de copo, tchê! Ontem fui na Festa de 60 anos da Gazeta no Aliança. Tava tri-lêga. Pena que eu, como sempre, tenha ido sozinho. Mas encontrei conhecidos por lá e achei um lugar com um pessoal super-parceira da rádio.

Pois bem, tomei apenas uma cerveja ontem e já estou com a cabeça estourando. Além de eu estar levemente dolorido nos braços porque comecei para valer exercícios com peso na academia.

Acabei de ver dois filmes nas salas de cinema daqui de Santa Cruz do Sul. O primeiro que eu vi foi "Os incríveis". Bota massa! Me deu curiosidade de ver essa animação porque uma vez entrei no blog do Henrique e ele falou em uma festa que ele foi e que tinha decoração dos incríveis coisa e tal, daí eu me perguntei: "Mas que bichos são esses?". É que eu parei na época dos Pokémons! Jajaja!

Depois fui dar uma volta na Imigrante e encontrei um pessoal que trabalhava no Áudio e Vídeo da Unisc comigo. Voltei para o cinema conferir "O exorcista, o começo" por recomendação de um casal de amigos meus que admiro muito, o Rodrigo e a Fernanda.

Se o filme é bom? Bueno, eu sou suspeito de dizer porque dormi de boca aberta em boa parte dele! Jajaja!

Rooooooooonc!

Na sexta eu fui ver um filme nota 9,3 chamado "Bodas de sangue", que me fez ver com outros olhos a cultura flamenca. Ah, a Associação dos Amigos do Cinema de Santa Cruz do Sul vai trazer aqui na cidade na próxima sexta-feira o último filme de Pedro Almodóvar (diretor de filmes do porte "Mulheres a beira de um ataque de nervos", "Tudo sobre minha mãe" e "Fale com ela") chamado "A má educação".

Imperdível! Na sexta-feira estarei por lá.

Agora estou aqui em um Cyber no Shopping Marco do Imigrante. Mais uma vez sozinho, com uma mateira a tiracolo. E o que é pior é que não encontro quase nenhuma pessoa conhecida, sabe? Eu é que não vou cevar um mate sozinho. Que graça teria?

Vou para casa assistir uns vídeos para escrever alguns Horários Nobres porque, pelo que fiquei sabendo ontem, 99% de chances que eu vá trabalhar nas férias.

Um abraço para todos!

Nobrezito

postado por Lucas Nobre - 12/12/2004 as 21:15 - Comentários ()
Sábado, 11 de Dezembro, 2004
Olá meu amigo!

Olá minha amiga!

Olá caro visitante!

Olá caro leitor!

E, como não poderia deixar de ser:

Hellooooooooooooooo Dolly!

 

O dia hoje aqui em Santa Cruz do Sul está tão agradável, não acham?

Aconteceram muitas coisas nessa semana. Me vi envolvido em um mau-humor federal no trabalho. Eu não estava disposto a engolir nenhum sapo a seco de ninguém como sempre costuma acontecer. Ontem desisti de responder a altura para uma colega minha de trabalho para não pesar o clima e não atrapalhar uma outra colega minha que estava nervosa apresentando o telejornal pela primeira vez.

Cansei do Lucas Nobre bonzinho que aceitava até mesmo ser humilhado para não arranjar nenhuma briga e ficar o queridinho de todos! Como diria Giovani Improtta: "Minha paciência se esgotou-se!". Jajaja!

Por falar em Senhora do Destino, que capítulos mais perfeitos que andamsendo exibidos! Adorei a sequência da Claudinha e Leandro na delegacia e Maria do Carmo e o resto da cambada na casa da nordestina em que foi feito um jogo de diálogos para mostrar no que a Nazaré poderia ser enquadrada.

E a Nazaré fugindo para o Rio Grande do Sul, hein? Sejam bem-vinda! Jajaja!

Mudando de assunto, o que foi a movimentação pela tal de Audiência Pública sobre a Convenção-Quadro aqui em Santa Cruz do Sul? Tsc tsc tsc!

Até a minha gata olha com desconfiança nesse desvio de conversa sobre outros assuntos, tais quais o preço do fumo...

Nessa semana aconteceram coisas decisivas. Foi confirmado que minha família está vindo morar em Santa Cruz do Sul junto comigo. Estou aproveitando meus útimos dias em que acordo de manhã cedo a implico com quase todos os cachorros da rua Padre Amstad... jajaja! 

Recebi vários parabéns pelo primeiro ano da minha coluna. Brigaduuuuuuuuu!

Muitos dos que foram naquele churrasco de quarta-feira que citei no texto "Há um ano falando nobremente" me encheram o saco para saber o que aconteceu naquele dia. E eu, como sempre, me fiz de louco e os convenci que era uma coisa louca que a minha cabeça inventou. Não tava afim de criar insisposição com ninguém.

Outra, me sugeriram  que escrevesse sobre o assunto publicado hoje. E eu, como sempre, atendi.

Então lá vai o meu comentário sobre O aprendiz, da Record:

 

HORÁRIO NOBRE

Um reality Show tupiniquim

Lucas Nobre

Quando No Limite (2000) estreou no Brasil, as previsões eram de que os reality shows tinham vindo para ficar e tomar um grande espaço na televisão brasileira. Passados quase cinco anos, o único que veio depois do pioneiro, que realmente fez acontecer, foi o Big Brother Brasil (BBB) da Globo e olha lá. Por causa disso, era convincente o argumento de que para ser integrante de um reality show de sucesso, seria preciso que boa parte dos participantes estivesse com tudo no lugar, menos os neurônios.

Mas eis que veio O Aprendiz. Inspirado no programa norte-americano The Apprentice, a atração, exibida na Rede Record, e comandada por Roberto Justus - famoso por ser um empresário bem-sucedido, o símbolo da metrossexualidade nacional e de ter namorado a Eliana (aquela da música dos dedinhos) e a Adriane Galisteu - tem como prêmio para o vencedor um emprego de R$ 250 mil líquidos anuais.

O programa reproduz nas provas parte da realidade do mundo competitivo da geração "time is money". O aprendiz é bastante interessante, pois a edição ágil - um dos segredos do BBB - prende a atenção ao mostrar apenas o necessário e por ser a primeira vez que um merchandising tem fundamento. O apresentador topetudo está cada programa mais à vontade diante das câmeras, ainda mais quando Justus se reúne com os seus conselheiros para decidir quem passarᠰpela traumáca experiência de ser demitido.

Entretanto, nem tudo são rosas. Um problema continua sendo os participantes. Mesmo que eles estejam a colocar os neurônios em funcionamento, nenhum dá a impressão de que é o favorito ao cargo. Em contrapartida, na terça-feira, foi ao ar um episódio�� que, tenho certeza, deve ter despertado o ódio em muitos telespectadores. Um tal de Flávio foi tirado a tempo antes de uma grande bomba estourar. Pois segundo informações confiáveis que circulam por aí, ele é genro do dono de um poderoso grupo de São Paulo, o qual é um dos anunciantes da Rede Record. Uma pena, pois o agradável programa até então era desprovido de qualquer suspeita de falcatrua.

Pelo visto, ainda falta muito para termos um reality show legitimamente tupiniquim de sucesso. Imagino que um dia seja feito algum que mostre como sobrevive uma família de quatro pessoas com um salário mínimo. Esses, sim, mereciam ser premiados! Ou como uma cidade imaginária sobreviveria sem o seu maior produto de sustentação, uma vez que os poucos que se tocaram de que era preciso diversificar não foram ouvidos e, de brinde, chamados de loucos. Tanto na vida real quanto em O Aprendiz, quem não tem visão para evitar problemas no futuro, como aconteceu na última segunda-feira, em Santa Cruz do Sul, pode até conseguir construir um castelo. Mas este, tão frágil quanto aqueles feitos na beira do mar, sujeitos a desmoronar a qualquer momento.

*Pauta sugerida por leitores

SE ALGUÉM TIVER SUGESTÕES DE TEXTO, COLOQUE NO COMENTÁRIO LOGO ABAIXO.

Estou aqui no Shopping atualizando o meu blog. Tenho que ir para a casa me arrumar para a Festa de 60 anos da Gazeta.

Um abraço, pessoal. Fiquem com Deus.

Nobrezito

postado por Lucas Nobre - 11/12/2004 as 18:18 - Comentários ()
Sábado, 04 de Dezembro, 2004

Olá pessoal!

Olá caro visitante!

Olá meu amigo!

Olá minha amiga!

Bom dia Dona Pedra!

E a saudação mais importante e mais esperada de todas:

Helloooooooooooooooooooooooooooooooooooooo Dolly!

Bah, ontem no final do expediente na Unisc TV (Canal 15 da Net, assistam! O Nobre está pintando sete por lá também!), descobri que todo o meu conteúdo do mês de novembro daqui do blog foi parar nas Conchinchinas.

 

O quê, não sabe onde ficam as Conchinchinas? Mas me diz qual foi a "tia" que te deu aulas de Geografia para eu perguntar para ela em que mundo ela vive! Jajaja! 

Liguei para a Viavale para comunicar o acontecido e eles encaminharam tudo para o pessoal da manutenção. Já tinha ocorrido isso uma vez, mas depois ficou tudo bem. Espero que a equipe se mostre eficiente mais uma vez para normalizar tudo.

***

Bah, ainda estou me recuperando de um "gelo" que levei de uma pessoa hoje. Fiquei com vontade de dizer tudo o que me vinha na cabeça para ela quando a encontrei, mas achei melhor colocar em prática minha porção oriental de agir e preferi engolir aquele sapo e esperar o que o tempo reserva, mesmo ela tendo me aplicado uma conversinha que eu sei que não vai dar em nada, mas que eu pretendo vencê-la aos poucos. Estou determinado a isso.

Navegando pela Web, encontrei no blog da Yáskara (http://www.naosouassim.blogger.com.br) um texto que define bem o que passei. Confiram só!

 

Se existem verdades absolutas, uma delas é que todos nós temos medo de sofrer.

 
Assim, ingenuamente tentamos controlar as situações ao nosso redor, como se isso
fosse possível... Obcecados por esse desejo de nos proteger, gastamos nossa energia
e nosso tempo tentando controlar os pensamentos, as atitudes e até os sentimentos
das pessoas que amamos e que, sobretudo, desejamos que nos amem.
 
No entanto, não nos damos conta de que a vida se baseia no imprevisível, no
incontrolável, no surpreendente! Nenhum sentimento é garantido, nenhuma
conseqüência é revelada antecipadamente. O futuro é totalmente incerto.
E apesar de tamanha imprevisibilidade, temos em nosso coração toda a possibilidade
de conquistarmos quem amamos, o que é muito diferente de controlar, prever ou obter
garantias! 
 
Muitas pessoas não conseguem viver o amor, não se entregam a uma relação profunda e
verdadeira simplesmente porque estão, todo tempo, tentando obter certezas. As
perguntas não param de gritar, as dúvidas não têm fim e o medo de se deparar com a
dor parece assombrar seus corações, impedindo-os de enxergar a fantástica
possibilidade de ser amado, tão plausível quanto a de sofrer.
 
Será que ele me ama? Será que vale a pena perdoar e tentar de novo? Será que ele
não vai me trair? Será que não estou sendo idiota? Será que não vou sofrer mais do
que se ficar sozinho? Será? Será?... O que será, eu responderia com muita
tranqüilidade, não importa agora! Na verdade, nunca importará! A pergunta correta
é: Eu quero? Quando aprendermos a responder, com respeito e responsabilidade, essa
simples perguntinha, teremos previsto qualquer possibilidade.
 
Sim, porque o amor é uma chance, uma oportunidade; não uma garantia; nunca uma
certeza! Podemos vivê-lo conforme nossa vontade, de acordo com nosso coração ou...
passaremos a vida inteira tentando controlar o incontrolável, garantir o incerto!
 
Descobriremos que nos ocupar com nossos próprios sentimentos já é trabalho para
vida inteira. Descobriremos que agir conforme nossa vontade é o bastante para que
nos sintamos preenchidos, embora possamos mesmo vir a sofrer... simplesmente porque
o sofrimento é uma possibilidade tão possível quanto a felicidade!
 
E digo mais: só conseguiremos entrar de fato no coração de alguém, mesmo sem ter
certeza disso, quando tivermos a audácia e a coragem de nos entregar ao
imprevisível; quando conseguirmos compreender que a segurança é mérito pessoal,

interno,sentimento que não se pode ter em relação a ninguém além de nós mesmos... "

***

Tri-lêga, né? Me desejem sorte para que eu consiga encontrar equilíbro, como estou tentando na foto abaixo, nesse desafio! Afinal, o coração também merece um pouco de atenção, não é mesmo?

***

MUDANDO DE ASSUNTO

Gente, eu não tô acreditando como esse tempo passa, tchê! Agora eu pisquei os olhos e vi que a coluna Horário Nobre está completando um ano! Parece que foi ontem que comecei a escrever cheio de medo para o caderno Magazine, do Jornal Gazeta do Sul, daqui de Santa Cruz do Sul!

Êêêêêêêêêêêêêêêêêêêêêêêêêêêêêêêêêêêê!!!

Parabéns para você,

nessa data querida:

muitas felicidades,

muitos anos de vida!

Confira abaixo o texto que escrevi lembrando desse momento tão especial para mim.

HORÁRIO NOBRE - 04 e 05/12/2004

Há um ano falando “nobremente”

Lucas Nobre

Antes de a gente comentar sobre o fato de Isabel (Carolina Dieckman) já saber que se chama Lindalva em Senhora do Destino, eu gostaria de perguntar se vocês lembram daquele velho jingle comercial: “O tempo passa, o tempo voa! E a Poupança Bamerindus continua numa boa”? O tempo passou mesmo, tanto que a tal Poupança Bamerindus nem sequer existe mais. O tempo passou rápido, tanto que o Horário Nobre está completando um ano de existência. Pouco, não? Olha, se fizermos um comparativo com o um quarto de século de atividades do Jornal do Ike, até que pode ser.

O Horário Nobre nasceu da forma mais inesperada possível. O convite feito pelo editor Mauro Ulrich para que eu escrevesse semanalmente, neste espaço, veio com aquela crise que todo universitário tem no transcorrer do seu curso. O Nobre estava bem a fim de atirar a faculdade de Jornalismo para o alto, fazer qualquer outro curso em que pudesse ser chamado de “doutor” sem precisar ter feito doutorado para alcançar tal título. Pensei, inclusive, na possibilidade de fazer um concurso público e ficar a vida inteira reivindicando reajuste salarial e não ser atendido por um governo que não está nem aí para ninguém. Em resumo, pelo meu modo de viver, eu seria um pobre “nobre” infeliz.

Senti nas primeiras semanas de publicação que associar meu nome às críticas de telenovelas estaria fazendo eu dar a minha cara ao tapa. Se eu talvez estivesse fazendo comentários sobre cinema, talvez estaria enfrentando situações bem menos embaraçosas. Na última quarta-feira, em um churrasco, ouvi cada uma que seria suficiente para odiar pessoas pelo resto da vida. Só que o resultado é inverso, pois me sinto cada vez mais fortalecido ao tomar conhecimento desses pensamentos. Pois eles me ajudam a tentar entender essa pergunta que nunca vai ter uma resposta exata: como se dá a relação entre o brasileiro e a televisão? Mais complexo ainda e que me interessa cada vez mais: por que a telenovela diária, usando há quarenta e um anos a mesma fórmula básica, continua firme, forte e cada vez mais presente no cotidiano nacional?

Tenho certeza de que o tempo vai me ajudar a compreender parte desse mecanismo. Assim como ele dirá se a coluna de hoje é a primeira comemorativa das várias outras que virão comemorando mais um ano de Horário Nobre ou é uma das últimas a ser escrita. Para todos os meus amigos, equipe do Magazine e, principalmente, para vocês, meus leitores, o meu “Nobre” muito obrigado! Ah, sobre Isabel/Lindalva? Se o tempo permitir, fica para uma próxima oportunidade.


***

Eu comecei a me recordar agora a diferença da maeira como eu escrevia (ou seja, totalmente inexperiente) e o modo como escrevo hoje. Como as coisas mudam. Gostaram do texto que escrevi antes? Acharam que de vez em quando dou nos dedos de alguém?

Bah, cada vez que envio um texto meu para o Magazine e pecebo que não teve muitos problemas com eles, fico com uma sensação de alívio que só eu para saber como é.

***

Pois bem, comparem com o que escrevi na primeira edição do Horário Nobre, há um ano:

HORÁRIO NOBRE - 06 e 07/12/2003

Lágrimas? Só se forem de crocodilo!

Lucas Nobre

Cresci com uma geração que via a turma da professora Helena, de Carrossel, vibrava com as aventuras dos caça-vampiros de Vamp (ambas de 1991) e se divertia com a gurizada da academia Malhação. Eu não conseguia entender por que há pessoas que choram quando uma Fernanda (de Mulheres Apaixonadas) morre de bala perdida. Ainda mais quando se trata de uma telenovela, onde tudo aquilo não passa de mera representação.

Larguei mão de parte da minha cultura de gaúcho fronteiriço quando, em O Clone (2001/02), a personagem Mel (Débora Falabella) foi internada numa clínica de recuperação para dependentes químicos. Lógico que eu iria guardar segredo do que aconteceu comigo, já que eu estava sozinho em frente da TV. Mas depois que eu vi o Lula, então candidato, dizer que também chorou com a cena, percebi que não tinha acontecido nada de extraordinário com minha pessoa.

A morte de Fábio (Bruno Ferrari), em Celebridade, me pegou desprevenido. Compreendi o sofrimento dos parentes do rapaz, já que recém perdi meu avô de uma forma também repentina. Eu poderia ter ido abaixo quando vi aquela situação na trama que foi muito parecida com o que acabou de ocorrer comigo, mas não. Foi impossível eu ter presenciado o grande impacto da notícia da perda daquele nobre senhor de 94 anos na minha família. Não consegui chegar a tempo para me despedir dele.

Achei muito original o encontro entre Darlene (Deborah Secco) e seu pai após saberem da morte de Fábio. Nossa, ele abraçou e beijou a filha e disse que apesar dos constantes desentendimentos entre os dois, ela era a-coisa- mais-importante-da-minha-vida (acho que ninguém nunca viu isso em telenovela alguma!). Pura lágrima de crocodilo que me contamina com freqüência. Chorão? Não, simplesmente um humano qualquer. Uma pessoa que tem suas emoções constantemente trabalhadas quando está em contato com a televisão, com o rádio, com o jornal, com o cinema, com a internet, com os livros, com um CD... Sempre vai ter um indivíduo por aí com um lenço umedecido, seja por causa de uma Fernanda, de um Fábio ou de uma Mel.

***

Vou parando por aqui porque, como deu para perceber, sou levemente exagerado quando encontro um teclado na minha frente.

Ah, se você visita este espaço pela primeir avez, saiba que você está completamente isento de impostos na hora de comentar... jajaja!

Vale tudo: conselhos, elogios, piadas, comentários, sugestões de pauta (mas credo, o Nobre ficaria tri-feliz!), xingamentos... enfim.

Era isso pessoal.

Como ainda o meu conteúdo do mês de novembro ainda nçao voltou, volto a colocar uma foto minha que o Pablo Melo tirou e que ficou dez.

Um abraço, beijo e queijo para todo mundo e sigo esperando os comentários nesse dia em que os neurônios está funcionando a mil e que mandam que eu nao esteja nem aí na hora de falar em mim para todo mundo.

Inteh a próxima

Nobrezito

 

postado por Lucas Nobre - 04/12/2004 as 04:23 - Comentários ()